A Onça e a Lua


Um fato inesquecível que marcou minha infância aconteceu no Cajari, numa noite de eclipse lunar: pessoas batendo em tábuas, latas, panelas, sapopemas, dando tirso de espingarda pro ar. Tudo na tentativa, segundo diziam, de despertar a Lua. Anos depois, em Macapá, assisti a mesma cena em maiores proporções já que praticada por um número muito major de pessoas.

Muito tempo depois descobri, atráves de leitura, que na China também se fazia grande algazarra com foguetes, tambores e afins para assustar o dragão que acreditavam estar devorando a Lua. Crença igual a dos nossos índios, com a diferença que aqui, em vez do dragão, a Lua era devorada por uma Onça, razão pela qual se fazia barulho para que a mesma largasse sua embiara.

Eis, portanto, o porquê da baita zorra assistita, em menino, no Marajó: simples herança cultural dos nossos avós indígenas.

Aut: Antonio Juraci Siqueira

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Dom Camurro O show (Pt e Français)


Tudo que é bom, merece bis, certo? Pois bem, depois de estrear com sucesso, o ‘Dom Casmurro – O Show’ voltará ao palco belenense, com parceria entre a Companhia Teatral Nós Outros e o selo Versivox, que propõe um modo diferenciado de trazer à vida as páginas de clássicos da Literatura. O espetáculo está marcado para os dias 29-30-31 de Agosto, no teatro da Faculdade Fibra.

Através do projeto ‘Romances Contados e Cantados’, a obra prima de Machado de Assis foi transformada num espetáculo com música, cenas e leituras, com a arte do criador do selo Versivox, Carlos Corrêia Santos, que fez a adaptação do livro, a composição das bases melódicas, as letras das canções e ainda é responsável pelos vocais das canções e violão base. Felipe Lourinho é o percussionista do espetáculo e Cris Rodrigues a cantora convidada. Diretor da ‘Nós Outros’,  Hudson Andrade assumiu a atuação e direção das cenas. Iêrêcê Corôa é a atriz convidada. Já a assistência de produção é de Iara Corrêia Santos, com os apoios culturais da Unipop e de Octávio Pessoa. A assessoria é de Parla Página.

 Novidades e proposta – Esta segunda temporada do show conta com dois reforços especiais: Tábita Veloso, que criou novos arranjos de guitarra para as músicas, e Giselle Griz para quem Carlos Corrêia escreveu um número solo, que não havia na primeira versão.

Tudo no projeto tem o intuito de transformar o livro em um ato cênico vivo. ‘Nossa ideia é convidar o público a ler os romances como se fossem verdadeiros shows sonoros e cênicos. Para Dom Casmurro, por exemplo, nós do Versivox compusemos nove canções que ilustram os trechos da obra que serão apresentados por Hudson e Iêrêcê. É como se fossemos passando as páginas do livro, diante do público, através de nossas músicas e leituras’, adianta Carlos Corrêia, que é também o diretor geral do espetáculo.

 O ator Hudson Andrade acrescenta: ‘O projeto também reaviva outra definição que existe para o gênero romance. Estamos habituados a pensar nesse formato apenas como uma narrativa escrita em capítulos. Mas o termo romance também serve para designar composições que misturam músicas e contação de história, a exemplo do que fazia Luiz Gonzaga’.

 Essa é a segunda vez que a cantora Cris Rodrigues participa de um projeto do Versivox. A primeira foi o show ‘Suave Serenata’, em homenagem a Antônio Tavernard. Agora envolvida com o universo machadiano, a artista se mostra animada: ‘Dom Casmurro é uma história que compõe minhas descobertas literárias e poder retomar esta leitura de maneira poética, musical e sensivelmente artística como personagem deste emocionante romance me faz atravessar o tempo e expressar no corpo e na alma novas sensações. Sinto-me muito feliz em poder compor este espetáculo com o Versivox, que tem me encantado com sua arte lítero-musical’.

 A obra – Escrito pelo fundador da Academia Brasileira de Letras em 1899 e publicado em 1900, Dom Casmurro completa a ‘trilogia realista’ de Machado de Assis, ao lado de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ e ‘Quincas Borba’. O romance tem como personagem principal Bento Santiago, narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende ‘atar as duas pontas da vida’, ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre os dois momentos, Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama.

 Ambientada no Rio de Janeiro do Segundo Império, a obra se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de ‘Dom Casmurro’, daí o título da narrativa. Machado de Assis escreveu o livro utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e, sobretudo, a peça Otelo de Shakespeare. Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e inúmeras interpretações.

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La cultura latente


Molto spesso mi fermo a pensare agli studi che ho fatto fino ad ora. Penso a tutte quelle ore passate ad ascoltare seminari ed interventi su come si possa vivere in un sistema multiculturale integrato. Ho letto vari libri che presentano al lettore svariate teorie su questo  argomento. Nonostante, a volte, creino ragionamenti troppo complessi, lungi dalla realtà.

Quest’ultimi, mostrano un mondo fittizio ed irreale che la nostra società dovrebbe raggiungere, dimenticando la concretezza e l’applicabilità di tali progetti.

Ripeto tra me e me a bassa voce, quasi come una cantilena questa parola: « cultura ». Più la ripeto a labbra serrate e più mi si fa buio attorno tanto é il suo essere poco definibile. La cultura per me  si riferisce a qualcosa di estremamente personale, ossia, molto più vicine all’insieme delle esperienze che ti coinvolgono durante la vita, che di qualcosa di prestabilito dalla società.

Penso che la vera cultura, della quale si è portatori sani, la si scopre andando a vivere all’estero. Bisognare testare su se stessi per poter togliere ogni mediazione, filtro da parte di qualcuno. Per questo Parigi,  e’ stata, per me, il centro di tutto. Un’ecosistema multiculturale forzato per legge, imposto, a volte nascosto quando si tratta di mostrare i problemi che la Francia deve superare in questo senso. « Caché » o deformato In nome della difesa dell’equilibro interno alla società o per  proteggere la definizione stessa d’identità francese. Molte volte viene nascosto come si nasconderebbe il proprio nome inciso sulla colonna infame.

Fortunatamente le politiche d’integrazione messe in atto dai vari governi negl’ultimi 20 anni stanno dando i primi risultati tangibili, ossia si comincia a criticare un po’ di più questo modello d’integrazione lasciando spazio ad un vero dibattito basato su come  la società dovrebbe essere concepita includendo tutti.

Quest’avventura mi ha aperto ad un nuovo mondo, che mette in discussione molti dei punti sui quali prima affermavo o smentivo tutto quello che era concesso in ambito di politiche d’integrazione.

Ora vivo in prima persona questa realtà che mi mostra lati intimi che non si leggono sui giornali e non si vedono in reportage di due minuti alle televisione. Questo è una lotta intérieure poiché, nonostante io stia qui a scoprire l’altro in tutte le sue forme, vedo che ogni giorno si svela sempre di più qualcosa di me che non conoscevo. Qualcosa che è latente. Qualcosa d’istintivo che solo uno straniero riesce a percepire e intendere. La particolarità di questa « cultura latente » è quella di mostrarsi solo in alcune situazioni precise, come un istinto primordiale pronto a difendere il tuo essere. Nonostante si pensi di non avere dei preconcetti culturali, ci sbagliamo, anzi essi spuntano fuori come degli aculei.

Mi riferisco anche a quelle persone più aperte di spirito. È difficile vedere la nostra postura culturale ossia quanto siamo inclini o meno verso il modello culturale propostoci dalla nostra società. Pensiamo sempre di essere obiettivi, di vivere nel credo del super partes che si rivela finto ed effimero, fondato solo ed esclusivamente sulla nostra concezione della realtà. Basta cambiare società e tutto si rimette in discussione.

Nessuno lo e’, tanto meno io, poiché scegliamo quello che vediamo. Quando si esce dall’ambiente dove si nasce si perde quasi tutto, dalle relazioni umane, che fino ad ora avevano caratterizzato la propria vita sociale fatta di riti ed usanze, alla vita quotidiana. Quando si passa il confine é come se si entrasse dentro ad una grande macchina a raggi X, come quelle che vengono utilizzate per la TAC. Le situazioni, la gente, la nuova cultura stimola i tuoi più primordiali istinti, bisogni e, come uscita dal nulla, eccola, fatta di portanti, giunture, la tua struttura culturale affiora e si manifesta con le sue mille sfaccettature.

Se fossimo in una stanza oscura se ne vedrebbero le linee che, unendosi le une alle altre, formano il tuo senso critico. Si potrebbe intravederle come luci fosforescenti delimitanti il tuo corpo. Solo quando tutto intorno a te è buio allora si scopre un mondo. Tutto diventa eternamente relativo. Per esempio, la nostra concezione di famiglia, sesso, fede, educazione diventa precaria. È la nostra percezione della realtà che cambia e con essa cambiano tutti quei comportamenti che ad essa sono connessi.

La cultura latente ci svela chi noi siamo e ci costringe a fare un lavoro di auto-critica. Siete pronti?

Pubblicato il: 14 giugno 2011 @ 15:49
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Ho 3 mesi di vita



Ore x del giorno z. Mi alzo, ciabatte ai piedi, un pò assonnato mi dirigo verso la porta. La cucina è giusto dietro lo stipite. Accendo la radio: « Bonjour à tous, bienvenue sur notre émission, ce matin on va parler… ». Prendo la moka tra le mani e preparo il caffè. La giusta quantità d’acqua e la giusta quantità di caffè per cominciare al meglio la giornata. Mi distraggo qualche secondo, sfoglio il giornale Le monde, sezione actualité… In sottofondo una cronista intervista il suo invitato :« Mr. Hassim qu’est-ce que vous pensez des récentes révoltes en »….

« boff je ne sais pas, à mon avis ils ont tous tort.. », risponde l’invitato. L’aroma del caffè comincia a pervade la cucina e mi avvolge. Il caffè è quasi pronto. Mi affaccio alla vetrata che dà sul balcone: oggi il cielo non promette niente di buono. Il caffè è salito e fuoriesce dalla moka sporcando il ripiano. Appena mi volto, per prendere la tazza, mi rendo conto che sul ripiano vicino al lavandino, prima vuoto, ora c’è una torta. Mi sorprende e allo stesso tempo m’inquieta e penso: « ma non c’era niente prima. Com e’ possibile? ».

« Maintenant on vous laisse au Tube de l’été, seulement pour vous on radio Nrj! ». Mi avvicino per capire se sia reale o se sia un sogno. La torta, con la sua glassa bianca e uno strato di cioccolato, è molto invitante ma questo non mi rincuora molto. Sulla superficie v’è una scritta: « Tanti auguri per i tuoi 3 mesi di vita con 3 candeline spente. L’accentino non tarda ad apparire li dove, vicino al cassetto delle posate, non c’era niente. In casa non c’è nessuno. Chi sarà stato?. Il panico comincia a prendere il sopravvento. Comincio a sudare freddo e a perdere la cognizione dello spazio…bip bip.. Cos è stato?.. Bip bip. Mi sveglio di soprassalto, tutto sudato, respiro a grandi boccate, come se non avessi inalato aria da anni. La sveglia suona sul comodino, bip bip: la spengo. Come al solito mi alzo, m’infilo le ciabatte, dò un’occhiata fuori dalla finestra e mi dirigo verso il bagno. Nel mentre penso: « wow che incubo, mi sembrava di essere claustrofobico! ». Apro la porta della camera e, senza farci troppo attenzione, quasi come un rito scaramantico, guardo la cucina che è sulla mia destra. Tavola vuota, piatti nel lavabo sporchi come al solito e sul ripiano nessuna torta malefica. Sorrido e scruto l’ultima parte della cucina dove normalmente, su una mensola in legno fissa nel muro, mangio. Vedo qualcosa, mi avvicino, e trovo una busta chiusa con su scritto: « Pour toi! ». La apro e trovo scritta una semplice domanda: come ci si sente ad avere 3mesi di vita?. Senza rendermene conto svengo. Non so chi abbia messo lì quella lettera e, benché meno, perché voglia sapere, da me, come mi senta.

I giorni passano ed ho sempre in mente quella semplice domanda: come ci si sente ad avere 3mesi di vita.  Ho riflettuto molto e questo mi ha portato ad osservare la realtà nella quale vivo ora. La realtà parigina. I tre mesi di vita, citati nella lettera, coincidono con il mio arrivo a Parigi. Penso e ripenso come se dovessi risolvere un tranello: ma i mesi non si riferiscono solo al tempo trascorso qui bensì all’età mentale che ho ora. Io ho 3mesi di vita. Proprio così. Quando si e’ all’estero si dimentica quasi tutto, o meglio, si fa tabula rasa di tutti quelle conoscenze e gesti che erano utili nel tuo Paese di origine ma, una volta messo piede qui, si devo ricominciare da 0. Molte volte mi sento come un infante, apprendo parole nuove ogni giorno per arricchire il mio vocabolario e, come per magia, vedo che i miei discorsi si articolano sempre di più. Da semplice bla bla di 3 mesi fa a frasi che cominciano ad aver una loro struttura e senso. Per esempio, la prima settimana sono andato in una trattoria cinese per mangiare qualcosa, fino a qui niente di male, peccato che la signora peccasse del suo « leggero » accento cinese, ed io, non capendo niente, sono ricorso ai gesti, proprio come un bambino. Alla fine ho mangiato ma non quello che avrei voluto. Quando parlo con i ragazzi della mia età, aver 3mesi di vita mi aiuterebbe molto, invece, parto da meno 25anni. Io, « straniero », non ho condiviso le loro infanzie ed, ad ogni battuta tipo: »assomigli a tizio o a caio », oppure, « canta come quel cantante degli anni 80.. »e tutti ridono mentre io, come in un coitus interructus, rido ma non capisco il perché e mi perdo il gusto della battuta. È come essere nati su treno che viaggia rapido, apri gli occhi e il paesaggio scorre rapido impedendoti di trovare punti stabili. Ma avere 3mesi di vita ha i suoi lati positivi. Si ha la possibilità di crearsi una « nuova immagine ». Si scelgono le persone con le quali si vuole stare. Si testa qualsiasi nuova situazione « avec la bouche et les mains« . Si è spesso diffidenti ed ingenui allo stesso tempo. Dove gli altri sono annoiati io trovo  tutto molto interessante. È come una carica emotiva fortissima! Ancora una volta mi domando chi sia stato a posare quella lettera: forse non lo saprò mai però posso certamente rispondere che, ad avere 3mesi di vita, c’è molto più da guadagnare che da perdere. Sono pronto per festeggiare il mio 4 mese più curioso ed ingenuo che mai.

Paris d’América (It) (Fr)


Parigi d’América, punto. Bélem, nascosta dietro la foce del fiume Amazzonia,  riposa un sogno solitario.

Nata da un progetto bellico di difesa del territorio da parte dei portoghesi in contrapposizione ai Francesi, pronti a lasciare lo Stato del Maranão per entrare nel Pará. Francesi contro portoghesi,  portoghesi contro índios Xucurus.  Un tutti contro tutti che ha dato vita alla città più moderna del Brasile di quella epoca.

Belém. Parigi d’America. Questa principessina viziata, elogiata, corteggiata é diventata presto una prostituta abbandonata. Di quella che, guardandola bene negli occhi, con una luce illuminando il volto, percepisci  un’immagine di donna rinchiusa nei suoi ricordi.

Parigi d’America sembra dissonante, strano. Questo nome lo dobbiamo al progetto urbanistico di Antonio Lemos (1902), maranaense emigrato durante la belle époque, qui nella capitale paraense; con l’idea di costruire la Petite Paris. Ma, per me, non é tanto una dissonanza fonica bensí una richiamo constante nella mia vita. Pa-ri-gi. Francia. Tante volte pronunciata nella mia vita. Tante volte simbolo di successo e delusioni. Pa-ri-gi.  Mi vengono in mente, rue Jean jaurès, la villette, stalingrad, pigalle, la panetteria nel sottosuolo della stazione di Gare du Nord. Pa-ri-gi. Gelo mattutino che penetra nella pelle. Saluti cordiali quasi mai ricambiati.

Pa-ri-gi, battendo il palmo della mano, pronuncio ogni sillaba attentamente. Ad ogni battito un’immagine differente rinasce. Come quel canta-autore francese, Oxomo, nel suo ultimo video clip. Girato davanti alla chiesa più conosciuta di Parigi, Sacre coeur. Lui ripete Panam, ossia il nome dell’antica città Lutezia riconvertito nel più moderno verlen. Pa pa panam, panam pam pam. Io ripeto Pa-pa-pa-ri-gi.

Le parole si uniscono e si trasformano, come il tempo e la storia trasformano le città, vittime del proprio successo o della propria incapacità di rinnovarsi. Quello che vorrei sapere é se Bélem si é persa nei meandri della storia o si sta ritrovando. Stà ritrovando quel contatto con l’ambiente che la circonda. Quella forza della natura possente, inarrestabile, incessante. Quella forza che sembra rivendicare il suo ruolo espulsando ogni accenno a cultura « straniera » che qui é stata imposta. Basta guardare gli edifici abbandonati. Il « mato », ovvero la foresta, riprende, riempie lo spazio lasciato dagli uomini. L’uomo costruisce e, la natura, come una grande madre paziente, riprende.

Avenida Nazaré, Edificio Emanuel Pinto, Icoaraci, Guamá, Tamoios sono solo alcuni esempi di questa mistura culturale.

Belém ore, 7.55. Studenti entrando nella IEP, antico giornale di Antonio Lemos, sotto la protezione di due grandi « magueiras ».

Paris d’Amérique (Fr)

Paris d’Amérique, point à la ligne.

Bélem, cachée derriére l’embouchure du fleuve Amazonea, répose d’un rêve solitaire.

Cette ville, née à partir d’une stratégie de défense du territoire portugais contre l’invasion française depuis l’état du Maranão, se voit engagée dans la bataille depuis ses premiers moments. L’armée française déjà prête à rentrer au Pará avec sa puissance militaire. Cette situation instable a amené à un affrontement brutal entre les deux nations.

D’un coté, les français luttent contre les portugais, de l’autre, les portugais font face aux indios Xuxurus. C’est ce « tous contre tous » qui a donné vie à cette ville isoleé, qui a été la plus moderne du Brésil pendant des siècles.

Belém. Paris d’Amérique. Cette petite princesse gatée, seduite… Continue..

 

DO ROLEZINHO: A QUEM INTERESSAR POSSA (rio de janeiro)



Rolezinho na Biblioteca! Seguindo o conselho da amiga Nilma … Seria bem mais revolucionário se o tal ROLEZINHO, dos jovens que se sentem excluídos, fosse um belo passeio pela leitura, em todas as bibliotecas do Brasil! Seria lindo de ver, jovens invadindo as bibliotecas, lendo livros por todas as partes do lugar, sonhando e se armando para a verdadeira mudança. Seria uma ação mais concreta, mais objetiva, pois no « templo do consumo » não habita a mudança.  » Ah, mas como esperar um comportamento tão elitizado de pessoas tão pobres e esquecidas? », diz o velho discurso do « coitadinho ». Então quer dizer que pobreza significa incapacidade cognitiva e impotência no agir e pensar? Por favor!!! Prestem atenção, « jovens excluídos », vossa causa é legítima, mas sua ação não o é. Sejam espertos. O « sistema » não está interessado na sua causa, mas no seu espetáculo. Um espetáculo, de preferência, que seja circense, como o que vocês estão oferecendo na arena capitalista. Sim, o ROLEZINHO, é uma versão contemporânea do antigo e bizarro CIRCO DOS HORRORES, cujas criaturas bestiais são vocês, jovens da periferia, que não fazem mais que reforçar seus estigmas sabiamente construídos e cristalizados pelas elites há tempos. A energia da revolta seria mais útil, se usada com inteligência. A grande revolução de hoje, meus jovens amigos, é a revolução da consciência.
  By Sheila

Proposta di Lettura/ Proposition de lecture/ Proposta de Leitura


Eric-Emmanuel-Schmitt

Vi consiglio una lettura estiva che vi porterà attraverso la città di Parigi degli anni cinquanta, fino alle terre di una delle più antiche civiltà del mondo: l’India. Eccovi tre opere dell’autore francese Eric-Emmanuel Schmitt.

Je vous conseil une lecture estivale qui vous amènera dans un voyage à travers la ville de Paris des années cinquante, pour terminer dans une de plus vieilles civilisations au monde: l’Inde. Voici trois compositions littéraires de l’auteur français Eric-Emmanuel Schmitt.

Sugiro uma leitura de verão que vai levá-lo em uma viagem pela cidade de Paris na década dos anos cinqüenta, para terminar em uma das civilizações mais antigas do mundo: Índia. Três composições literárias do autor francês Eric-Emmanuel Schmitt.

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Vietnam kim phuc? fotamana mon ami


Vietnam L’acqua s’increspa al passaggio dell’imbarcazione. Le onde s’infrangono sulle sponde del fiume. Il riverbero della luce del sole mi impedisce di veder con chiarezza l’incrinatura del versante proprio davanti a me. Sono seduto su un Sampan ed oggi ho deciso di portarvi a visitare il mio quartiere.

Ho vissuto per ben due anni nel quartiere situato nel XIX arrondissement, vale a dire, tutta quella zona compresa tra la Place  Stalingrad ed il Parc de la Villette. Per chi conosce questa parte di città, sa bene che rimane non lontana dal XVIII e dalle zone di spaccio e degradate della Rue de Flandre, fino a raggiungere la fermata della metropolitana blu, Barbès. Nonostante ciò, vi si possono trovare moltissimi piccoli luoghi di ristoro, divertimento, cultura che non hanno molto da invidiare a quartieri più centrali. Infatti, non molto distante da Place Stanligrad, vi si trova uno dei canali più IN ed alternativi di Parigi: il canale Saint-Martin con i suoi negozi tutti colorati dediti alla vendita di dischi ed esposizioni di opere di giovani artisti.

Il quartiere ha molto sofferto negli anni ’80 a causa della crescente urbanizzazione delle periferie parigine ed all’accentrasi di un numero, sempre maggiore, di immigrati provenienti dalle ex-colonie. In questo momento storico, Parigi cerca di creare molto rapidamente edifici e, a volte, interi quartieri dediti ad accogliere questa mole di gente da impiegare nell’industria manifatturiere.

Non é difficile scorgere, passeggiando anche solo sul canale della Loira o della Senna, alti edifici, fatiscenti, progettati in verticale come torri di babele senza riuscire né e toccare Dio né a dare una degna dimora agli abitanti. Proprio sulla Rue de Flandre si trova un complesso di edifici, figlio di un progetto urbanistico che puntava alla creazione di una coesione sociale attraverso l’estetica e la capienza degli edifici. Ovviamente le premesse sono state disattese.

Oggi vorrei proporvi un percorso gastronomico in giro per questo ricco quartiere nel quale coesistono realtà completamente diverse ma facenti parte di una stessa comunità. Per tutti gli amanti delle pietanze tipicamente francesi è d’obbligo fermarsi, dopo un passeggiata sulle « Quais de la Seine », alla Bastringue ( 67 Quais de la Seine, 75019 Paris, France 0033142098927). Se non doveste amare i piatti proposti, sicuramente non potrete rimanere indifferenti dall’arredamento e dell’ambiente festivo, soprattutto nel periodo estivo.

Per gli amanti dei cibi etnici ho due proposte. La prima é un ristorante si trova sulla Rue de Crimée subito dopo un bar che fà angolo. Lo si riconosce perché sulla vetrata all’entrata v’é raffigurato, anzi dipinto, un elefante. Si proprio un elefante. Devo dire che è al quanto curioso di come sia venuto a conoscenza di questo piccolo ristorante. Tutto è successo un giorno, come sempre per caso, quando, avendo un budget limitato ed una fame che mi attanagliava, sono capitato davanti all’unico ristoro aperto: Grillade d’Afrique.

All’inizio ero un po’ titubante poiché non sono qualcuno che si cimenta in avventure gastronomiche così facilmente. Il proprietario è davvero simpatico ed accogliente. Vi consiglio di provare qualcosa di tipico ivoriano. Lasciatevi andare a sapori e ad un ambiente Made in Africa. L’unica pecca è la lentezza del servizio visto che cucinano tutto sul momento.

Percorrendo appena 500 metri si passa dall’Africa al Vietnam senza dover mostrare passaporti ed altri documenti del genere. Ci si incammina verso la chiesa che si trova in mezzo ad una piazzetta che porta un nome che non le si addice: Place de bitche. Una volta superata la chiesa, bisogna continuare per un centinaio di metri e si arriva in Rue Crimée n.176. Avvicinandosi s’intravede l’insegna lampeggiante color rosso con la scritta: « restaurant chinois-vietnemien. » Il brusio della luce ad intermittenza, alla quale mancano alcune lettere della scritta, mi da’ il benvenuto. La luce è alquanto fioca ma sufficientemente forte da illuminare il ciglio della strada. Prima di entrare però, do’ un’occhiata furtiva alla via che conduce verso l’interno del quartiere dove si trovano i caseggiati di rue gresset. E’ una via stretta con balconi molto piccoli e ravvicinati dando l’impressione di toccarsi con la sporgenza dei balconi. Somigliano a molti palazzi della Milano vecchia nonostante l’unica differenza e’ che qui gli sciuri, come vengono soprannominate le persone benestanti a Milano, sembrino non averci mai messo piede. Sulla porta del ristoriante due scritte in cinese accolgono il cliente. La particolarità di questo ristorante è la fredda accoglienza, i tavoli vuoti, e clienti assenti. Allora perché proporlo?

Lo propongo per due ragioni: la prima è il bellissimo dipinto sulla parete del ristorante raffigurante una mito cinese. I colori, e  l’accurato dettaglio del dipinto, fanno sognare. Il tutto accompagnato da una perpetua musica orientale di sottofondo. Il secondo motivo riguarda il cibo. Se posso consigliarvi, sopratutto nelle sere d’inverno, decisamente ordinerei la soupe tonkinoise spéciale, riscarda e riempe.

Tre tappe culinarie per gustarsi un XIX fuori dai percorsi turistici.

« Côtoyer ces hommes, c’est mettre des doutes sur nos certitudes »


Interview à Bruno Zanzottera

Né à Monza. Zanzottera, agé de 55 ans a toujours parcourt le monde en le décrivant à travers la photographie classique, expérimentale. Il a été auteur de plusieurs reportages photographiques spécialisés dans l’ethnographie, la géographie et le sociale. ll a voyagé, dans le monde entier, pour raconter des histoires perdues des tribus locales africaines ou de n’importe quels coins de la planète où, son regard, aurait pû faire la différence. Parmi ces reportages on trouve: “Ashanti, il popolo dell’oro”, “Il voodou sulla Costa degli Schiavi”, “Le architetture in fango dell’Africa Occidentale”, “Ol Doinyo Lengai, la montagna divina dei Masai”, “Mongolia, i cacciatori con le aquile kazaki”, “Patagonia, nel mondo di Francisco Coloane”.

Actuellement il travail pour des magasines italiens: »Gulliver », « Airone », “Itinerari e luoghi”, “Panorama Travel”, “Luoghi dell’Infinito”.

La cultura vive nella semplicità dello sguardo

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