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Dom Camurro O show (Pt e Français)


Tudo que é bom, merece bis, certo? Pois bem, depois de estrear com sucesso, o ‘Dom Casmurro – O Show’ voltará ao palco belenense, com parceria entre a Companhia Teatral Nós Outros e o selo Versivox, que propõe um modo diferenciado de trazer à vida as páginas de clássicos da Literatura. O espetáculo está marcado para os dias 29-30-31 de Agosto, no teatro da Faculdade Fibra.

Através do projeto ‘Romances Contados e Cantados’, a obra prima de Machado de Assis foi transformada num espetáculo com música, cenas e leituras, com a arte do criador do selo Versivox, Carlos Corrêia Santos, que fez a adaptação do livro, a composição das bases melódicas, as letras das canções e ainda é responsável pelos vocais das canções e violão base. Felipe Lourinho é o percussionista do espetáculo e Cris Rodrigues a cantora convidada. Diretor da ‘Nós Outros’,  Hudson Andrade assumiu a atuação e direção das cenas. Iêrêcê Corôa é a atriz convidada. Já a assistência de produção é de Iara Corrêia Santos, com os apoios culturais da Unipop e de Octávio Pessoa. A assessoria é de Parla Página.

 Novidades e proposta – Esta segunda temporada do show conta com dois reforços especiais: Tábita Veloso, que criou novos arranjos de guitarra para as músicas, e Giselle Griz para quem Carlos Corrêia escreveu um número solo, que não havia na primeira versão.

Tudo no projeto tem o intuito de transformar o livro em um ato cênico vivo. ‘Nossa ideia é convidar o público a ler os romances como se fossem verdadeiros shows sonoros e cênicos. Para Dom Casmurro, por exemplo, nós do Versivox compusemos nove canções que ilustram os trechos da obra que serão apresentados por Hudson e Iêrêcê. É como se fossemos passando as páginas do livro, diante do público, através de nossas músicas e leituras’, adianta Carlos Corrêia, que é também o diretor geral do espetáculo.

 O ator Hudson Andrade acrescenta: ‘O projeto também reaviva outra definição que existe para o gênero romance. Estamos habituados a pensar nesse formato apenas como uma narrativa escrita em capítulos. Mas o termo romance também serve para designar composições que misturam músicas e contação de história, a exemplo do que fazia Luiz Gonzaga’.

 Essa é a segunda vez que a cantora Cris Rodrigues participa de um projeto do Versivox. A primeira foi o show ‘Suave Serenata’, em homenagem a Antônio Tavernard. Agora envolvida com o universo machadiano, a artista se mostra animada: ‘Dom Casmurro é uma história que compõe minhas descobertas literárias e poder retomar esta leitura de maneira poética, musical e sensivelmente artística como personagem deste emocionante romance me faz atravessar o tempo e expressar no corpo e na alma novas sensações. Sinto-me muito feliz em poder compor este espetáculo com o Versivox, que tem me encantado com sua arte lítero-musical’.

 A obra – Escrito pelo fundador da Academia Brasileira de Letras em 1899 e publicado em 1900, Dom Casmurro completa a ‘trilogia realista’ de Machado de Assis, ao lado de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’ e ‘Quincas Borba’. O romance tem como personagem principal Bento Santiago, narrador da história que, contada em primeira pessoa, pretende ‘atar as duas pontas da vida’, ou seja, unir relatos desde sua mocidade até os dias em que está escrevendo o livro. Entre os dois momentos, Bento escreve sobre suas reminiscências da juventude, sua vida no seminário, seu caso com Capitu e o ciúme que advém desse relacionamento, que se torna o enredo central da trama.

 Ambientada no Rio de Janeiro do Segundo Império, a obra se inicia com um episódio que seria recente em que o narrador recebe a alcunha de ‘Dom Casmurro’, daí o título da narrativa. Machado de Assis escreveu o livro utilizando ferramentas literárias como a ironia e uma intertextualidade que alcança Schopenhauer e, sobretudo, a peça Otelo de Shakespeare. Ao longo dos anos, Dom Casmurro, com seus temas como o ciúme, a ambiguidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador, recebeu inúmeros estudos, adaptações para outras mídias e inúmeras interpretações.

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Paris d’América (It) (Fr)


Parigi d’América, punto. Bélem, nascosta dietro la foce del fiume Amazzonia,  riposa un sogno solitario.

Nata da un progetto bellico di difesa del territorio da parte dei portoghesi in contrapposizione ai Francesi, pronti a lasciare lo Stato del Maranão per entrare nel Pará. Francesi contro portoghesi,  portoghesi contro índios Xucurus.  Un tutti contro tutti che ha dato vita alla città più moderna del Brasile di quella epoca.

Belém. Parigi d’America. Questa principessina viziata, elogiata, corteggiata é diventata presto una prostituta abbandonata. Di quella che, guardandola bene negli occhi, con una luce illuminando il volto, percepisci  un’immagine di donna rinchiusa nei suoi ricordi.

Parigi d’America sembra dissonante, strano. Questo nome lo dobbiamo al progetto urbanistico di Antonio Lemos (1902), maranaense emigrato durante la belle époque, qui nella capitale paraense; con l’idea di costruire la Petite Paris. Ma, per me, non é tanto una dissonanza fonica bensí una richiamo constante nella mia vita. Pa-ri-gi. Francia. Tante volte pronunciata nella mia vita. Tante volte simbolo di successo e delusioni. Pa-ri-gi.  Mi vengono in mente, rue Jean jaurès, la villette, stalingrad, pigalle, la panetteria nel sottosuolo della stazione di Gare du Nord. Pa-ri-gi. Gelo mattutino che penetra nella pelle. Saluti cordiali quasi mai ricambiati.

Pa-ri-gi, battendo il palmo della mano, pronuncio ogni sillaba attentamente. Ad ogni battito un’immagine differente rinasce. Come quel canta-autore francese, Oxomo, nel suo ultimo video clip. Girato davanti alla chiesa più conosciuta di Parigi, Sacre coeur. Lui ripete Panam, ossia il nome dell’antica città Lutezia riconvertito nel più moderno verlen. Pa pa panam, panam pam pam. Io ripeto Pa-pa-pa-ri-gi.

Le parole si uniscono e si trasformano, come il tempo e la storia trasformano le città, vittime del proprio successo o della propria incapacità di rinnovarsi. Quello che vorrei sapere é se Bélem si é persa nei meandri della storia o si sta ritrovando. Stà ritrovando quel contatto con l’ambiente che la circonda. Quella forza della natura possente, inarrestabile, incessante. Quella forza che sembra rivendicare il suo ruolo espulsando ogni accenno a cultura « straniera » che qui é stata imposta. Basta guardare gli edifici abbandonati. Il « mato », ovvero la foresta, riprende, riempie lo spazio lasciato dagli uomini. L’uomo costruisce e, la natura, come una grande madre paziente, riprende.

Avenida Nazaré, Edificio Emanuel Pinto, Icoaraci, Guamá, Tamoios sono solo alcuni esempi di questa mistura culturale.

Belém ore, 7.55. Studenti entrando nella IEP, antico giornale di Antonio Lemos, sotto la protezione di due grandi « magueiras ».

Paris d’Amérique (Fr)

Paris d’Amérique, point à la ligne.

Bélem, cachée derriére l’embouchure du fleuve Amazonea, répose d’un rêve solitaire.

Cette ville, née à partir d’une stratégie de défense du territoire portugais contre l’invasion française depuis l’état du Maranão, se voit engagée dans la bataille depuis ses premiers moments. L’armée française déjà prête à rentrer au Pará avec sa puissance militaire. Cette situation instable a amené à un affrontement brutal entre les deux nations.

D’un coté, les français luttent contre les portugais, de l’autre, les portugais font face aux indios Xuxurus. C’est ce « tous contre tous » qui a donné vie à cette ville isoleé, qui a été la plus moderne du Brésil pendant des siècles.

Belém. Paris d’Amérique. Cette petite princesse gatée, seduite… Continue..